Subasta Bidspirit | BUSTO DE “JOHANN CHRISTOPH FRIEDRICH
BUSTO DE “JOHANN CHRISTOPH FRIEDRICH VON SCHILLER” - Escultura em porcelana desvidrada e polida “Bisquit”, moldada e relevada, fabrico europeu do séc. XIX-XX. Rosto de traços bem demarcados, ladeado por cabelos finamente modelados em finas estrias, caindo em madeixas soltas e onduladas sobre as costas e os ombros, assente sobre plinto circular moldurado em dégradé com inscrição incisa “Schiller” com término em base facetada. Base com numeração incisa na pasta [312/P19]. Sinais de uso. Alt: 20 cm Nota : Johann Christoph Friedrich von Schiller, poeta e dramaturgo alemão, nasceu em Marbach (Württemberg), em 1759, e morreu em Weimar, em 1805. Contra vontade, faz os seus estudos superiores, cursando Medicina, e chega a ser médico militar. De espírito exaltado, e ainda influenciado pelos escritos do historiador e filósofo francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), defende e propaga ideias verdadeiramente anárquicas, o que o obriga a uma vida errante. Por desobediência às leis do país, com saídas não autorizadas para o estrangeiro, é preso e impedido de escrever, motivo por que resolve fugir para Mannheim. A sua ânsia de liberdade revela-se, com exaltação, na sua primeira obra, que ele escreve aos 21 anos, o drama Os Salteadores (1780), que tem uma estreia ruidosa no Teatro Nacional de Mannheim e torna o seu autor conhecido no mundo do teatro. Ainda do período da sua juventude irrequieta são a sátira Intriga e Amor (1784) e os dramas Conspiração de Fiesko (1783) e Dom Carlos (começo) (1783), em que faz a apologia do republicanismo humanista e que lhe granjeia o título de cidadão francês. Em 1783-84 exerce o lugar de poeta dramático em Mannheim, mas a sua situação financeira entra em declínio, de que é salvo por um amigo que lhe garante a subsistência durante os anos de 1785 a 1787, que ele passa em Leipzig e Dresden. Em 1787 conclui o drama Dom Carlos e faz a sua mudança para Weimar. Logo em 1788 escreve para a revista Rheinische Thalia o conto “O Visionário”. Dedica-se então a trabalhos sobre temas históricos e pública, também em 1788, a História da Queda dos Países Baixos, o que lhe proporciona um lugar de professor na Universidade de Jena, tendo feito a sua entrada naquela universidade com uma conferência subordinada ao título: Que significa e com que finalidade se estuda História Universal? A propósito da publicação da sua História da Guerra dos Trinta Anos (1793) foi-lhe concedida uma bolsa de estudo, na Dinamarca, para o estudo intensivo do filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804), pelo que teve de se ausentar para aquele país. Em 1794, já de novo em Weimar, dá-se a aproximação e estabelece-se a amizade com o escritor Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) e começam os trabalhos dos dois poetas para revistas de literatura e arte. Schiller publica algumas baladas: O Mergulhador e Os Grous do Íbico. Em 1799 publica a trilogia dramática Wallenstein, a que se seguem trabalhos de índole filosófica como Cartas Filosóficas de Júlio e Rafael, O Ideal e a Vida, Os Artistas, Canção do Sino e Sobre a Educação Estética do Homem (1793), em que o poeta exprime os seus conceitos de estética e moral. Em satisfação deste seu desejo, Schiller escreve, nos últimos anos da sua vida, as três obras de maior significado de toda a sua actividade literária: A Donzela de Orleães (1801), com a qual cria a tragédia romântica; A Noiva de Messina (1803), através da qual restabelece o coro do teatro antigo; e Guilherme Tell (1804), com o qual institui o drama popular como festival.